OS POSITIVOS

hand lettering, now digital

Parafraseando das ligações sugeridas do jornal de BD desta semana, "this video's the best hour you'll spend today: Jim Rugg went in DEEP on hand-lettering this week on Cartoonist Kayfabe, even showing how to use the Ames Lettering Guide", e podem vê-lo online aqui 22 out 2019 se encontrarem os cinquenta minutos a torrar. O all caps no "deep" é mesmo deles assim como qualquer innuendo em profunidades e as taras no que mostram, nós estamos acima dessas porcarias. Já de fazer a coisa à mão, experimentem, podem gostar: nos P+ começámos a recorrer a esse expediente por razões de conveniência quando impossibilitados das nossas fonts habituais mas resolvidas velhas rotinas continuamos a despachar o lettering sem cerimónias e não vamos voltar atrás (*).

*) Até que voltemos, ie, sobretudo se voltarmos a ter tempo para peças maiores e nesse caso para quê desperdiçá-lo a escrever se podemos estar a desenhar?








Meanwhile, à sugestão que vos deixamos acresce uma nota em complicar o complicado. Depois de bem embalados nas dificuldades das velhas formas de fazer as coisas, o Jim diz-nos - aaand cue tha video:

"that could be a way to save yourself some unnecessary work"

Quase meia-hora dentro da coisa e depois de batalhar com aquele L666 para conseguir o espaçamento perfeito, devolvem-nos à realidade a mil-à-hora com um casual “ah, e se querem que tudo fique certinho podemos sempre usar o computador” ...?

Muthafucka: tanto trabalho para nos vender o escrever à mão com auxílio de ferramentas roubadas da idade das trevas a voar janela fora com um único comentário bem intencionado, e, diga-se, totalmente desprovido da malícia que possam carregar em dualidades digit-ó-analógicas já que é óbvio o prazer que tem no acto em si, talvez tanto ou mais como o que tem no resultado a conseguir. Adiante compara-o a um exercício zen que reconhecemos mas com o qual nos debatemos por vezes: por um lado, o passar a mão no nosso córtex emocional; por outro, a massa cizent-ó-lógica que lhe divide renda não deixa de tentar atiçar reações. Tem que haver um propósito além, fazer por fazer é art(sy), já não temos idade para bater pívias dessas.

Admitindo – e defendendo - que há melhores formas de o fazer, toda a parafernália que inventaram para coçar esse comichão antes de aqui chegarmos merece o nosso respeito. Dito isso, arruma para canto e muda de brinquedo.

um momento de publicação indie