OS POSITIVOS

cleanin' tha garage

Regressados, com tempo apenas para apontamentos em acelerado cruzando várias frentes em simultâneo: queiram preencher os inbetweens para intentos maiores, eles estão lá.

Saltamos menções ao mais recente festival que interessa aos trópicos – porque, u know, círculos menores paralelos ao centro que não lhe tocam... – por estas bandas supondo que a reinvenção anunciada não chegará ainda para nos respingar qualquer curiosidade. Se errados depois corrigimos, e na sua vez optamos por vos trazer notas na pequena limpeza de garagem que conseguimos fazer, obviamente eco na nossa entrada anterior. À história registo da sucessão de parafernália que reunimos para riscos em digital:

O unboxing começa com o único cuja caixa se desintegrou há mais anos que nos lembra: Wacom Intuos A4 (GD-0912-r), de uma era quando se mediam superfícies por tamanhos de papel e cujas canetas e respectivo rato continuamos a guardar nas gavetas para lhe voltarmos num futuro imaginado. De longe o que mais uso teve, conseguindo superar inclusive o papel e caneta original e cuja relação só chegou ao fim quando a sua própria empresa-mãe conspirou com fabricantes e sistemas operativos para a declararam obsoleta. Mandei-os à merda e conseguimos usá-la por muito mais tempo que esses palhaços desejariam, mas finalmente conseguiram encurralar os seus utilizadores com a combinação certa de drivers, entradas e adaptadores inexistentes. Julgamos ter sido dos primeiros a usar dessas mariquices para bd – circa 2000, provem-nos errados com outros early adopters sff...- e usámo-la muito para lá de continuar a ser respeitável fazê-lo, quando todos os miúdos já entravam no mercado de cabeça com os últimos brinquedos da Wacom. But-we-like-it-ol’school, até que obrigados a seguir em frente com a Wacom Cintiq 12WX da qual saíram os três ROADTRIPS, e tão impressionados com a experiência apenas precisámos de três anos para nos convencermos à Wacom Cintiq 24HD. Este monstro ainda ocupa hoje metade da mesa com os seus mais de +30 kilos e demasiadas horas em cima, mas quis a ironia de-todas-as-coisas-tecnológicas que pouco tempo depois dividisse a atenção com o mais pequeno da família que nem sequer o é: iPad Pro 12.9 - quase seguimos para o companheiro da Wacom mas por essa altura um twist de software levou-nos à mudança de hábitos, e aquilo da A4 todos estes anos depois: sabemos ser rancorosos...

Reinvenções, mudanças de hábitos, viagens down tha memory lane... Conseguimos devolver tudo à bd como círculos paralelos de temas mais centrais? Senhores, do bears shit in tha woods? Hoje também no Yellowfastcrumble de vocês-sabem-quem notam o "Best of Enemies" 3 nov 2019 do Jean-Pierre Filiu e David B., uma daquelas bds que recomendamos a todos pelo potencial do meio para a contextualização de tempos modernos que bebem de causas-consequências muito anteriores ao presente que temos.

espingardas...

A explicação deste pelo passado que o precede é fundamental, e ao caso vão bastante lá atrás...

The first chapter starts with a retelling of a story from Gilgamesh’s epic and it shows an ancient Sumerian stele of bodies piled up. This acts as a signpost of continuity ---
in "Best of Enemies. Jean-Pierre Filiu and David B." 3 nov 2019

Uma continuidade que retomamos para o nosso take away em leituras que se devem fazer.

For History, instead of something congealed, indelible and imperious, is rather a narrative process whose interpretive mechanisms contribute decisively to its own constitution. Facts have foundations that are arguments, and if you change the foundations, you will reconstitute the facts
in "Best of Enemies. Jean-Pierre Filiu and David B." 3 nov 2019

Narrativas, e quem as dita. Ou, agora traduzido em sumérios:

notáveis...

Liguem os pontos, são vários os que desdenhamos aqui e rippamos último cite em amarelo que se desfaz rapidamente para despedidas: a ler com lentes meta-ó-físicas, vocês que conhecem aquilo dos três onde nos toca...

We’re living during the Forth Volume, and even if we cannot predict its ending, at least we can make a little more sense of it with these three.
in "Best of Enemies. Jean-Pierre Filiu and David B." 3 nov 2019

...mais do que explicar o presente pelo passado, estamos nisto para perceber o futuro.

xtra: coincidências felizes de passado-presente-futuro em garagens :)

mess in ol' age