OS POSITIVOS

já vimos esse filme

« breaking the business model »

Comparamos modas nos universos paralelos das casas-mãe da DC/Marvel, mais sensíveis aos humores de Hollywood do que interessados na indústria da imprensa periódica (*) Cada vez menos impressa ou periódica e rendida ao on-demand digital, ie, indiferente ao onde e quando.. Apesar da regra ser o adiamento dos filmes, são as excepções que nos levantam sobrolho e a badalar circuitos especializados e cor-de-filme, um arrastar da novela começada pela Netflix: o memo da Universal que declara o direct-to-market como receita a repetir de futuro e a reação previsível das salas de cinemas excluídas nesse processo. Do final da peça à vossa atenção, aquele "e se" cada vez mais gritante: não há cinema sem salas de cinema como não há bd sem livros. Excepto quando há. Desse filme, em fast forward:

Like it or not, the floodgates have opened.

With cinemas closed, Hollywood studios are challenging the sacrosanct tradition that multiplexes air films first. Instead, they are pushing new films straight to fans at home.

Universal’s latest on-demand hit, kept out of theatres by Covid-19, has made more profit in three weeks than its predecessor did in five months on the big screen. Emboldened by its success, last week the company indicated that it would collapse the cinema release window by releasing films digitally at the same time.

This is exactly what the theatrical exhibition world had always feared – proof that bypassing theatres could be a viable model of distribution for studios.

Those comments immediately prompted the world’s two biggest cinema operators – AMC and Cineworld – to issue a global ban on screenings of all films from the maker of the Fast & Furious and Jurassic World franchises when business restarts. The operators accused Universal of “breaking the business model” that has underpinned the Hollywood movie system for generations.
in "Studios bypass cinemas with lucrative lockdown premieres" 2 maio 2020

Apesar do artigo desenvolver razões para os grandes estúdios continuarem a depender das salas de cinema (o "double-window revenue stream" & a improbabilidade de uma quarentena que sequestre o seu público-alvo em casa indefinidamente ávido de entretenimento), a conclusão da dita dá-se a conclusões:

We are absolutely confident that when cinemas are able to reopen safely, the public will once again respond to the unsurpassable big-screen experience. But if audiences do decide to bypass cinemas and stay in, Hollywood studios will have to follow them.
in "Studios bypass cinemas with lucrative lockdown premieres" 2 maio 2020

Ah... quando as telas ditam as artes.

conforme