OS POSITIVOS

this creeping conformity

« the playground of a few »

Serviço público, com benefícios. Hoje, i) banda desenhada, ii) jornalismo, iii) webdesign: raramente não usamos os textos base que o zeitgeist fornece para outras leituras além das intencionadas, hoje não será excepção. Seguem-se insinuações a sentidos maiores contra (a) cultura em conformidade, e começamos do webdesign. Podem ler o excerto escolhido pelo seu face value, no qual explanam sobre a homogeneização da arte à razão da economia de recursos, ou podem escolher entendê-lo no eterno embate entre indivíduo e as massas apáticas rendidas ao conveniente ou a elas obrigadas.

What should be made of this creeping conformity? On the one hand, adhering to trends is totally normal in other realms of design, like fashion or architecture. They’re also more user-friendly, since new visitors won’t have to spend as much time learning how to navigate the site’s pages. On the other hand, the internet is a shared cultural artifact, and its distributed, decentralized nature is what makes it unique. As home pages and fully customizable platforms fade into memory, web design may lose much of its power as a form of creative expression. Consolidation is bad for the "health" of the internet, and the aesthetics of the web could be seen as one element of its well-being.
in "Yes, websites really are starting to look more similar" 6 maio 2020

Desse bem-estar em estética seremos mais descarados quando chegarmos à BD. Antes, e fechamos introdução, pontos por podemos usar "libraries" à metáfora :)

And if sites are looking more similar because many people are using the same libraries, the large tech companies who maintain those libraries may be gaining a disproportionate power over the visual aesthetics of the internet. This outsize power is part a larger story of consolidation in the tech industry – one that certainly could be a cause for concern.We believe aesthetic consolidation should be critically examined as well.
in "Yes, websites really are starting to look more similar" 6 maio 2020

Consolidando: devemos manter um olhar crítico em crenças estéticas, fora do rebanho não é fácil, os rendidos só tornam os ricos mais ricos. O nosso segway à segunda peça de hoje a alargar interpretações.

The news media needs to be reclaimed as a public good, it should not be seen as the playground of a few billionaires. The saddest sign would be for us to emerge from this pandemic with a handful of billionaires controlling all of our news.
in "Covid-19 could trigger 'media extinction event' in developing countries" 6 maio 2020

Eles dizem de corona19, imprensa escrita, o apocalipse anunciado da indústria...:

Print circulation was already in freefall. This could be the knockout blow. Monetising online has proved difficult [&] now we have no choice but to get up to speed and figure out online revenue models that will pay.
in "Yes, websites really are starting to look more similar" 6 maio 2020

...nós lemos de revoluções e o de sempre de todos os momentos de crise do sistema – e substituam jornalismo e os news media como placeholder para outras cidadanias.

News outlets around the world have faced measures to muzzle critical reporting in an environment that has already seen dozens of journalists harassed, arrested and censored by governments, according to editors and press freedom groups. The pandemic had given countries the chance to take advantage of the fact that politics are on hold, the public is stunned and protests are out of the question, in order to impose measures that would be impossible in normal times. Unless there was a dramatic culture shift towards news media, the integrity of independent journalism could be at risk.
in "Covid-19 could trigger 'media extinction event' in developing countries" 6 maio 2020

Finalmente, aesthetic-indie-wise e mudanças dramáticas culturais, última releitura de hoje vai para BD: Isabelinho 3 maio 2020 republica entrevista a Benoît Crucifix sobre Ilan Manouach conduzida por quem-mais.

Aqui gostaríamos de vos dizer que eles conversam de bd e nós lemos de outros sentidos, mas – confissão: não sobrevivemos à introdução, guardámos para outro dia - suspeitamos que os próprios também não falam de bd. Noutro blog chamaram-lhe "Pós-BD" 3 maio 2020, e basta-nos às conclusões que unem as três entradas e como se escrevem narrativas: nunca desperdiçar uma boa crise, importa pensar o que vem depois, e podemos começar pelo que sabemos que não queremos.

revendo contractos