OS POSITIVOS

Portuguese Small Press Yearbook 2018

De reinícios, primeiro serviço público de divulgação para 2019.

Imagem daqui.
I generally dislike the idea that any one book can be the consensus pick of any given year when there is so much art being made. I dislike the implied authority critics claim when they make these lists. I haven’t read many of the works that folks are describing as "best," and likely won’t. That’s the nature of the game, and any critic or list writer that says otherwise is a liar.
in "Comics That Challenged Me in 2018: Part 1" 2 dez 2019

Cite bombástico para definir tom, mesmo dia outras(?) conversas. Se estivéssemos ainda no hábito de seguir a banda desenhada em PT recomendar-vos-íamos à vossa atenção com comentários adicionais o Portuguese Small Press Yearbook 2018, com "bandas desenhadas de Filipe Felizardo, Mao, Xavier Almeida, Ema Gaspar (com Fuko Ito, Han Teng Yung, Juli Majer, Nhozagri e Nichole Shinn), Francisco Sousa Lobo, Bruno Borges e Paulo Mendes e ilustrações de João Carola" e capa de Rudolfo.

Dependendo apenas da bondade de estranhos, fica a opinião de quem fez a leitura.

Reza a história que a editora dos PSPY, Catarina Figueiredo Cardoso, para quem "a banda desenhada era um género artístico que pouco lhe interessava" e com "frequentes lacunas nos catálogos anuais dos projetos de edição independente e/ou auto-edição" nesta arte, "à sexta edição do PSPY" optou por uma solução "distinta das anteriores" contando com Marcos Farrajota para "colmatar em parte esta falha" uma vez que "apercebeu-se que, ao fim de 5 anos, tinha chegado ao fim de um caminho" - e ninguém mata um projecto como MF (*).

*) Esta última leitura? 100% nossa, não é repeat de opinião alheia :)

Contrariamente ao que o título possa sugerir, "no que toca ao relatório, dele não consta nenhuma listagem das publicações de banda desenhada", uma solução que julgamos útil à manutenção da sua validade se o yearbook não reporta à totalidade da class de ’18 mas somente aos convidados da after-party pessoal do editor.

Apesar de ser uma área em que ninguém poderá nunca assumir que é detentor de uma listagem integral das obras publicadas num determinado ano (...) dos relatórios de Farrajota ficam frequentemente ausentes as publicações com as quais não teve contacto direto nos meios de distribuição alternativa que frequenta até à escrita do relatório, inclusivamente os que foram divulgados na internet, e/ou aqueles cujos autores não tem afinidade.
in "Portuguese Small Press Yearbook" 2 jan 2019

Lemos as selecções de Farrajota com a mesma curiosidade que lemos os cartazes de festivais que deixámos de frequentar: mil bandas que toda a gente parece gostar mas nunca ouvimos antes – e não vamos tentar ouvir, mah bad! guilty as charge... - e que no próximo verão mais ninguém lembra, um ou outro nome familiar que regressa dos mortos e nos admiramos de ainda encontrarem a vontade e energia para novas tours. Nunca nos prendemos com nomes ou títulos ou datas porque no vai-e-vem da BD nacional só os precious few que persistem além da novidade inicial nos agarram a atenção. Tracem uma continuidade de vários relatórios por uma década e compreenderão o que queremos dizer. Dos que desaparecem pouco podemos acrescentar, comentaremos no seu retorno - admitindo que o façam. Dos que esperamos continuar a seguir não escondemos a preferência por Rudolfo, já a atribuição de uma bolsa literária 2018 a Francisco Sousa Lobo prenuncia o seu inevitável regresso.

Nota final à bondade de estranhos e inevitabilidades, porque nenhum é garantido. No passado fizemos um apelo à editora-chefe contrário às suas boas decisões. Segue-se o product placement...

A Catarina, editora-chefe do Portuguese Small Press Yearbook, tomou a boa decisão de disponibilizar os ficheiros PDF dos números esgotados do Portuguese Small Press Yearbook pela módica quantia de 5 Euros!!! (por número). Os PDF's do Portuguese Small Press Yearbook podem ser adquiridos em tictail.com/mailbaraona ou basta entrar em contacto connosco via ptsmallpress@gmail.com
in "Temos loja" 18 mar 2018

...e o queixume, comicswise. Car@s, então? Com o objecto físico esgotado, porque não libertam online o seu conteúdo ao mundo, grátis? Again, comicswise, o seu valor comercial será o mesmo de uma Bravo dos anos oitenta com hits de teen bands que estiveram na moda por uma semana: como artefacto cultural, a sua importância não estará num eventual legado das obras aludidas que importe traçar (*), a putativa importância dessas recensões estará na informação enquanto continuidade de uma conversa que ainda decorre se! entrarem à discussão. Think of tha children!

*) Tratamos de bd ‘tuga indie que só 5 pessoas leram no seu tempo: não há legado, puto algum as mencioná como influência na sua fase de entusiamo cómica antes de avançar para novas latitudes pois nunca as viu passar.

Mas essa é outra conversa que não vai a lado nenhum tão cedo...