OS POSITIVOS

a matemática não é obrigatória

A opinião pública prepara-se devagar-devagarinho, os media de referência sendo a referência absoluta. Acompanhem o percurso que uma certa linha editorial fará, os "Europa está a discutir o regresso do serviço militar obrigatório." 1 abril 2024 passarem de pergunta exploratória a assunção definitiva, notas enterradas de rodapé às manchetes de letra cada vez mais gorda. Agora mais próximos dum Nuno Melo nos mandar "costados às galés" in Real Nós, 5 mar 2024, repetimos contas poucos meses antes, antes da tragicomédia nacional em curso:

Próximos 10 anos: [...] todos os conflitos internos de tempos de vacas magras e internacionais de uma ordem mundial desordenada mundialmente.
in Real Nós: "o momento que as condições se alterarão" 2024

..e adiantámos os 10 a seguir. Não é futurologia, é previsão científica. Porque: padrões. Recordemo-los, estivemos aqui há uns quantos anos atrás a propósito duma abordagem matemática da História: "find[ing] patterns in massive amounts of historical data [...] to help anticipate the future of human societies based on historical evidence", equacionado elite competition + state solvency + mass mobilisation potential. Ou, se querem saltar equações e ler o resultado desse enunciado em ciências humanas:

Perceiving a social injustice, one generation set out to redress it violently, the next shrank from violence having grown up with its aftermath, the third started all over again.

As the population grows there comes a point where it outstrips the ability of the land to support it. The standard of living of the masses falls, increasing their potential for violent mobilisation. The state tries to counteract this but such measures alienate the elite whose financial interests they hurt. Since the elite has also been expanding, and competing ever more fiercely for a finite pool of high-status jobs and trappings, the class as a whole is less willing to accept further losses. So the state must tap its own coffers to quell the masses, driving up national debt. The more indebted it becomes, the less flexibility it has to respond to further strains. Eventually, marginalised members of the elite side with the masses against the state, violence breaks out and the government is too weak to contain it.
in Real Nós: "padrões", sobre Peter Turchin et al. 2019

serviço patriótico obrigatório