OS POSITIVOS

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A abstenção desceu, o bafo salazarento subiu. Há boas razões para não votar, que devem mais ao iluminismo da mente que ao obscurantismo do coração. Esses últimos foram meter cruzinhas quando deviam ter ficado em casa, por todas as más razões.

O pós-eleições inunda-nos invariavelmente no barafustar lateral do “aqueles que não votam não se podem queixar”. Uma má-disposição projectada certamente, e compreensão inversa à nossa. Votaram? Respeitem a vontade popular, agrade ou desagrade, caladinhos até ao próximo sufrágio, o vosso rabinho democrático encolhido entre as pernas: vcs escolheram esse jogo. Os únicos que teremos paciência de ouvir reclamar e com legitimidade (*) Caveat: aqueles que elegeram o partido vencedor e esse os defrauda, mas, a história ensina, só têm de se culpar de si mesmos. para o fazer serão os que recusaram as regras ditadas, não os que desdenham resultados só depois de contados os votos.

Das regras dos outros, o Observador passa recado: "Impasse parlamentar. Agência de rating´' admite novas eleições no final do ano ou início de 2025" 11 mar 2024.

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