OS POSITIVOS

fartos

o zine

"fartOS"

Não somos seres sociais, admitimos, civilizados, tão pouco. A cultura chega-nos com as marés, não somos grandes em companhias e podemos sobreviver em confinamento sem saltar um heartbeat. Nenhum homem é uma ilha, mas nesta ilha somos muitos.
in Real Nós








Três em três: fechamos marcos em zines para 2020 contra o lufa-lufa cultural-subserviente das 9 às 6, tão atufados de pareceres e parcos em apeteceres. Desses: uma catástrofe mundial apanhou-nos de surpresa melancólico, tínhamos outros destinos em mente mas a desgraça encalhou-nos numa desolação diferente da planeada. Arrastados contra vontade para um cenário desabitual, os nossos amiguinhos fazem-o-que-fazem com alguns comportamentos inesperados que só podemos supor terem explicação adiante, talvez noutro zine, quiçá até em banda desenhada formal para gentio ler. São arcos narrativos que se estendem para a frente mas igualmente para trás, quiseram as musas que cruzássemos mundos com o longínquo "A História do Barquinho" 2003, primeiro e único conto ilustrado dos P+ para crianças. Quem (*) Mesmo: quem? então leu esse shortstory fará interpretações mais ricas do zine que tem em mãos. Dessas: neste derradeiro capítulo a fechar ano de novos máximos em calamidades civilizacionais, exponenciamos preceitos iniciados nos volumes anteriores: do primeiro ficam os comix como entidades ilhadas do seu contexto original, do segundo as abstrações ignoram literaturas adicionais. Deixámos cair origens, não cruzamos outros mapas, a maioria da bd escapa-lhe em definição per se refugiando-se do verbatim à laia da ilustração legendada. Encontram uma muleta possível às leituras na linha de tempo, FARTOS é inteiramente composto pelos primeiros meses da pandemia, e fora excepções o zine segue a sequência de publicação original. Onde obrigados a encaixar o art/work ao espaço disponível não cremos trair intenções, mas de conteúdos e formatos já tivemos essa conversa antes.