OS POSITIVOS

invisível

Inovações que começam modas que criam hábitos que geram culturas que alimentam indústrias que definem formatos que determinam hábitos que decidem modas: tropeçamos na web-ó-esfera com cada vez maior recorrência em anúncios do ler tudo o que podes comer em bd, como a mais recente promo de 3 meses e 99 cêntimos do dollar para acederes a "over a million books and comics on Amazon" 9 dez 2019. A nossa deixa a recordar disrupções em ecossistemas assentes no print:

I'm currently reading Grant Morrison's The Invisibles on my iPhone. It works really well using the one-panel-at-a-time mode. I prefer reading comics this way over reading the print version.
in "Kindle Unlimited is a fun and cheap way to read comics" 9 dez 2019

Sacrilégio! entre os que não desassociam formato e conteúdo e encontram na relação da página / layout metade ou mais da razão de ser da bd - ie, arsty, se necessário secundando à forma os conteúdos, no extremo, completamente estéreis. Paradoxalmente, artistas que não "movem unidades" no sentido material da expressão. No extremo oposto e mais próximo de pressupostos comerciais à la Disney e Warner Bros – aos distraídos: Marvel e DC respetivamente –, as bandas desenhadas são essencialmente story-driven, cuspidas de uma linha de montagem que privilegia a repetição à reinvenção de formatos. Ou, como nota o cite, fun and cheap. O seu público-alvo, mesmo que igualmente sensível ao artwork, especialmente mamalhudo, curvilíneo e parco nas vestes, tem-se revelado capaz de acomodar leituras nos pequenos ecrãs se assim avançam com a história, pun intended. Não os descartem senhores: comics, fun e cheap são a base de toda uma indústria milionária.

A banda desenhada continua a sua longa relação enviesada à imprensa escrita, quando esta se torna predominantemente eletrónica há ramificações dos quadradinhos a seguir os leitores para onde esses vão. Podemos apenas discutir aquela bd que ensandwichada entre capas mole-e-duras chegam às nossas prateleiras ou passamos em mão a quem queremos partilhar, mas aos miúdos comics em digital serão primeira natureza, e eles já andam por aí.

modernices