OS POSITIVOS

os críticos são modernos modestos

later? fer sure

Quase a terminar o ano Domingos Isabelinho interrompe silêncio (yet again mas à data ainda não despublicou exaltação) para comentar o primeiro volume do "Bande dessinée et Abstraction / Abstraction and Comics" pelos "experimental comics house extraordinaire" La Cinquième Couche e Les Presses Universitaires de Liège – já nas palavras de Pedro Moura. Seguimos da sua descrição ao dito, uma "anthology of both academic essays and artwork on abstract comics", publicada por uma casa reconhecida pelo seu "outstanding work" em diversos tipos de comics:

The understanding of the concept of comics has been a significantly flexible one, and this book comes to show it whether one wants to discuss its details or accept such expansion. Put out in one of the most significant comics production centres in the world (...) you will find here some of the most important names today in comics studies, as well as that of a younger, very promising generation (...) engaged in a truly global dialog of comics traditions and scholarship.
in "Bande dessinée et Abstraction/Abstraction and Comics. AAVV (La Cinquième Couche/Presses Universitaires de Liège)" 27 ago 2019

Isabelinho discorda porque vcs sabem quem certamente não está para aceitar expansões de conceitos flexíveis em bd sem discussão dos seus detalhes...:

it's baffling to read this

I'm surprised to see that those who wrote the essays barely mention any abstract comics and those who drew and wrote them created no abstract comics at all. (...) By the way, the opposite of "abstraction" is "figurative" or "representational," not "narrative." The least we can say is that this is a "creative" use of words...
in "Abstract Comics? Not By A Mile!" 17 dez 2019

(do abstract às milhas: esta necessidade de devolver sempre à matéria, senhores?)

A crítica em PT por vezes, poucas vezes, recomenda-se. Infelizmente rareiam usos criativos na palavra emprestada à banda desenhada entre os nativos digitais: a generalidade um rol de banalidades repetitivas e sem dentes ou vontade para morder – bandas central, um coelho que mudou de toca para sítios h-alternativos, rascunhos que são rabiscos, yadda yadda yadda... – e os poucos que se atiçam à bedeteca nacional escondem-se atrás do anonimato sem desenvolvimento de ideias. Noutro plano, o dump de peças da imprensa que tratam a web como afterthought vai somando os de sempre mas pouco interesse temos nesse requentar de textos, foram adequados, leem-se compensados. Last & least e desprovidos de qualquer crítica estruturada despacham-se bufas pelas redes sociais e esses são ainda mais desnecessários que os clippers de jornais.

De revisões de fim-de-ano no estado da arte o mais simpático que podemos registar é que o ano-chega-ao-fim. Vira o disco, mesma música.

pré modernos