OS POSITIVOS

now blow it

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"não existem pessoas"

Começamos de castelhanos e editoras ‘tugas, com uma surpresa inesperada : "O espírito do Escorpião" de Fernando Llor e Pablo Caballo editados entre nós pela Escorpião Azul (*). Desconhecemos, mas já contamos ler e gostar do ler: ao não ficar desapontado, senhores, não conseguimos fingir entusiasmo.

*) Este será talvez o seu primeiro livro que nos chegará à estante depois de uns Humanus que aterraram por cá para acto contínuo seguiram viagem a outras paragens. Apesar do empenho benemérito que lhe reconhecemos em empurrar BD de autores nacionais a linha editorial desta e outras casas é anybody’s guess. Than again, outra editora que vive do Facebook, se fossemos sociais talvez seguíssemos melhor o que fazem – não sabendo porra é tudo um blur de catálogo. Como outros. Como a mais recente A Seita parece ir a todas, esta talvez arriscando apenas projectos de visibilidade garantida?..., à segurança a Polvo entretanto virou horizontes ao brasil e desistiu de formar novos talentos para a Escorpião?..., de formadas contamos sempre com a Chili para talento em ´tuga e extrugas no artsy indy mas se aqui não há surpresas não ficávamos tristes se mudassem de disco... etc etc etc. Quase nos apanham a suspirar pela previsibilidade de uma Meribérica.

O tema da BD está tão longe quanto perto para aqueles que sabem a sua História e como ela gosta de rimar, "uno de los conflictos bélicos de la historia mundial más reciente que ha sido más salvaje, y que parece que hemos olvidado totalmente" - ou morder no rabo 11 out 2019 vencedores literários ao Nobel.

El espíritu del escorpión es una novela gráfica adulta, dura. Nos hace reflexionar sobre la naturaleza del ser humano en la persona de Radovan Karadzic: un hombre considerado un genocida, que sin embargo inició una nueva vida como terapeuta. La persona que ordenó fusilamientos de centenares de civiles recibía a sus pacientes, daba charlas e incluso escribía en revistas del ramo.
in "‘El espíritu del escorpión’: la doble vida de Radovan Karadzic" 18 jul 2019

Uma boa surpresa e porque às vezes estas caem no momento certo, segway à segunda sugestão com pun intended no título, coincidências é uma cena por aqui: "The Hard Tomorrow" de Eleanor Davis.

Books sometimes come around at such a timely moment that it’s almost alarming.
It’s hard not to recognize the same characters, arguments, and situations. Hannah’s political protests veer between the frivolous and the deadly serious; Johnny’s friend mocks him for being painfully naïve about the threats they all face. They take their frustrations about their jobs and their circumstances out on each other, and their friendships are a salve that both protects them and shields them from obvious and uncomfortable truths. And more than anything, they are surrounded by questions.
in "The Hard Tomorrow" 21 out 2019

...que nos devolve à ideia base destas duas sugestões de leitura.

Davis’ narrative doesn’t just speak to those of us who make it our business to do something about the way the world is heading, [it] remind us that even [if] we don’t seek to change the world, the world comes after us and changes us.
in "The Hard Tomorrow" 21 out 2019

Não acreditem em nós, rever história de fundo ao primeiro livro proposto ou adivinhar próximos capítulos a exemplo deste segundo --

Their world is not exactly our own; things are just a little bit bleaker, the police and military are just a little bit more brutal, and Mark Zuckerberg is just a little bit more president of the United States.
in "The Hard Tomorrow" 21 out 2019
porque não interessa quanta couve plantas

Às expectativas então. Mesmo que, sabemos, boa parte delas nasce da frustração. Ou imaginaram mesmo que fechávamos sugestões neste espaço numa nota positiva?

One of the frustrating things about our current moment, in which so much is changing so fast and there is a sense of finality and doom that hasn’t felt so real since the nuclear terror of the Cold War, is that unlike then,very little art has arisen to meet that moment and reflect it back to us in a way that speaks to our fears and to our hopes.

It seems easier to retreat into pleasant nostalgia or thoughtless escapism than to root down to what’s gnawing at our souls.
in "The Hard Tomorrow" 21 out 2019

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