OS POSITIVOS

propaganda by the de-esenho

This article will consist of a series of dogmatic assertions with little if any attempt to justify them. If you disagree, fine; I am not arguing.

Combinando temas: BD, Comic Con LX19, Donald Rooum, Nuno Artur Silva. Começamos do último e da sua crónica no DN “Continua” 11 set 2019,

Hoje há as séries da indústria audiovisual, os jogos virtuais, a internet, toda a parafernália multimédia. O papel da banda desenhada, literalmente, já não é o que era.
in "Continua" 11 set 2019

Segway óbvio à Comic Con - aka cómicos vigaristas? – que podemos resumir num único episódio: grupinho de 3 ou 4 miúdos atropela-se entre os demais na banca da Kingpin Books e um refila “isto é só bd, vamos embora”. Pese o facto que metade da tenda são brinquedos, no essencial aí está o espírito da convenção - "convenção", pun intended. Tivéssemos pago a admissão ao recinto esta crítica estender-se-ia por kilometro e meio de vómito; tivemos um passe, eles têm um passe - e passamos a recomendação: com passe passem lá, mas se vos pedirem $$$ à entrada, que passem bem.

E do que passa, segway ao outro lado do espectro da mercantilização da cultura popular com Donald Rooum, ele próprio agora no reino dos espectros e cujo obituário faz as rondas esta semana. Não sendo um household name, citação capaz à sua forma de ser:

[ TCJ ] - And unlike some of your colleagues, you knew what you wanted to do with your time. You weren’t wrapped up in your identity as a teacher.
[ DR ] - Yes, there were things I wanted to do.

legenda existêncial à vossa criatividade

Anarquista cartoonista ---

... whose work has appeared in a variety of UK publications, ranging from Private Eye and the Daily Mirror to the Spectator and Peace News. In the 1960s and 1970s, he generated a steady stream of gag cartoons and a fair number of editorial cartoons (…) From the mid-1970s onwards, he shifted over to the comic-strip format, although he reverts back to the one-panel cartoon from time to time.
in "An Interview With Donald Rooum" from The Comics Journal #247 (October 2002) 12 set 2019

- destacamos um digest do seu “The Use of Cartoons in Anarchist Propaganda.” Como tantas outras vezes, aquilo dos três:

There are three ways in which cartoons can be useful in anarchist propaganda. They can i) make simple assertions, they can ii) express opinions in an entertaining form, and they can iii) act as an appetiser for written material.

Surpreendidos? Mais!: do seu texto (de noventa?) uma crítica ao “estado da arte”. Arte popular,

leaflets and short pamphlets are still seen as lightweight, throwaway material

It is about a century since anarchism has been formulated in its current form. During that time there have been big changes in the techniques of mass communication, and these have produced cultural changes. There is no need for me to detail the other media now available. Reading a lot of words is no longer a common custom. Indeed, it is difficult in 1990 to imagine any reader preferring verbosity to conciseness. New tub-thumping polemics must be short and concise to meet the modern cultural environment. The problem is to present concisely-worded propaganda in a form which looks fairly substantial.
in The Use of Cartoons in Anarchist Propaganda.

… e à outra também,

Modern art appeals to a sophisticated audience and tends to leave unsophisticated viewers bewildered. A snobbish superstition developed, among those sophisticated enough to understand modern art, that what may be understood without effort may be produced without effort. Young people who try to improve their skill as cartoonists and strip illustrators are still subject to opposition from their art teachers, but this is because art teachers are a conservative lot.
in The Use of Cartoons in Anarchist Propaganda.

Dos young people com as suas skills em oposição ao conservative lot, segway tentador às eleições por fechar.

"but we have freedom - every sheep is allowed to vote for a shepherd"

Com o resultado previsto seguimos para pós essas concluindo da conclusão de NAS com quem começámos, agora a ler com os vossos óculos metafóricos pendurados na ponta do nariz e combinando todos os tópicos habituais: autenticidade.

Se quisermos definir o que é a essência da banda desenhada, eu diria que ela está na descontinuidade - nas imagens que faltam entre as imagens que existem. Como na vida, que é uma coleção de imagens descontínuas, o essencial é o que falta a unir essas imagens que contam a história. A elipse, suspensa entre uma e outra imagem. O fio da história que seguimos ou inventamos, como na vida. E a curiosidade pelo que vem a seguir. O "e depois?", que enquanto houver vida, enquanto houver história, se remata, inconclusivamente, com a palavra: continua.
in "Continua" 11 set 2019

Não haverá mais pussycat por DR, mas – e ainda de metáforas – nOS POSITIVOS continuamos a esticar rótulos e evitar etiquetas, entre o cartoon e a bd, e outras cenas:

There is no way to draw anarchism. But if you put an anarchist statement in an amusing cartoon, you not only induce people to read the statement, but also show that anarchism is not a miserable doctrine.
in The Use of Cartoons in Anarchist Propaganda.

banal