OS POSITIVOS

tech giveth, tech taketh away

A actual dualidade papel / digital em bd é um momento interessante da bifurcação de um meio moldado historicamente pelos seus meios de produção e distribuição - especialmente na variante super espetacular. Perseguindo essa perspectiva - materialista (*): não económica, tecnológica - abstraímo-nos dos comic books e espreitamos as suas alternativas, ainda na variante $$$. Da actualidade e salvaguardando as particularidades do mercado (directo) da nação-berço do formato, apresentamos à vossa apreciação duas tendências que por lá se revoltam: o excesso do papel e a sua ausência.

*) Reconhecemos a forma como veículo que sustenta os conteúdos, finalidade última - mas deixamos aos fanboys que tratem da mensagem, nós continuamos no meio enquanto essa não diz nada de interessante.

this comic book was obviously misnamed

A imprensa escrita do século XIX traz os cartoons às massas mas a transição para fora das páginas dos jornais só ganha relevância quando a impressão é barata o suficiente para justificar o novo formato autonomo (ie, "revista") em doses industriais. Eee, conteúdos, whatever - Wikipedia!:

When the supply of available existing comic strips began to dwindle, early comic books began to include a small amount of new, original material in comic-strip format. Inevitably, a comic book of all-original material, with no comic-strip reprints, debuted.

Up goes down, novamente a influência tech no american comic book - com o CCA pela parte dos conteúdos.

The 1950s saw a gradual decline, due to a shift away from print media in the wake of television and the impact of the Comics Code Authority.

Notaram o television a meio? Bom... Goes sideway: não haveria underground comix sem um desbarato que permitisse a impressão "caseira" destes. Finalmente, goes everywhere: do personal publishing nos anos noventa saltamos aos webcomics, bd por todo o lado.


I


Do lado do -excesso de- papel impresso, queixam-se as lojas da especialidade da incapacidade de vender tantos floppies. Citamos exemplo recente da newsletter do Beat, cujo titulo é todo o resumo necessário: in "Tilting at Windmills #272: Heroes in (Sales) Crisis" 15 jan 2019 - mas estendemos cite para levar o ponto a casa. Excessos:

We’ve got a real problem with the sheer number of not just titles being published but also the sheer number of SKUs that variants bring.

Retailers are uneasy again. There's a lot of unrest in the world of comics retailers right now. The private retailer forums are burning up with worries. What's fueled the fire this time? The comics industry has quietly - if you're not a retailer - come to rely on variant cover income to stay afloat. And as we learned in the '90s, that particular Dutch Tulip Craze has limited staying power. And so much of the system remains unchanged from 49 years ago. Is there any other business that can say that?
in "The Beat" 16 jan 2019

O fetiche do livro vezes várias elevado à potência de X.

« We will definitely still be ordering copies of many new releases for speculative sale on the racks in our retail stores, but in such small quantities that we will be almost certainly sell out by the first weekend. » One of the most successful stores in the world is saying that they’re cutting bait on most new releases because they can’t stock them profitably. Think about that a second.
in "The Beat" 16 jan 2019

"In late 2017 [redigido 2018 / publicado 2019]ComicsPRO polled comic store-front retailers."

We asked them: "What has been slowing you down? What headwinds are you facing? What problems do you see other comic stores/companies having?" ComicsPRO categorized retailer answers into three overarching problems:

  • 1. There are substantial roadblocks for retailers in sourcing items, especially new comics. Retailers carry a lot of burden and have very little control.
  • 2. There is nothing exciting enough to (a) entice new customers or (b) create a sense of urgency for regular customers to come in every week.
  • 3. There is a lack of retailer resources (time, money, technology) causing inefficiency at the store level.

ComicsPRO, a "Comics Professional Retail Organization"

Muita carga e pouco controlo. Nada de novo que valha a pena. Falta de tempo, money e tecnologia. Fingimos que estamos chocados.


II


Simultaneamente dos mercados menos inovadores que se arrasta por moldes que quase regressam à sua concepção inicial, e no olho da tempestade perfeita em revoluções de distribuição e formatos. Suspeitamos que dois lados da mesma moeda. No canto oposto, inovações que se libertam do papel, e no processo da (des)necessidade de lojas físicas de bd: win-win para as editoras? Para al-gu-mas editoras. Familiar? Tens que semi-cerrar os olhos para veres melhor. Subscrições!, exemplo para este início de ano.

All eyes on subscription. More than half of respondents (52 percent) said subscriptions and membership will be their “main” revenue focus in 2019,
in "Nearly a third of publishers agree: No one’s coming to help them" 9 jan 2019

The Warner Brothers-owned comic book publisher DC is jumping in to the subscription market with both feet. DC announced today that they will be distributing titles to Kindle Unlimited, Prime Reading, and Comixology Unlimited:

« DC, Comixology, and Amazon announced today that select DC and DC Vertigo titles are now available through multiple subscription services at no additional cost: Comixology Unlimited, Kindle Unlimited, and Prime Reading. Expanding availability to these three services makes it easier than ever for Amazon customers to enjoy DC’s Super Heroes like Batman, Superman, Wonder Woman, Aquaman, and Justice League, as well as DC Vertigo’s high concept series like Sandman, Watchmen, V for Vendetta, Transmetropolitan, Preacher, 100 Bullets, Fables, and more. »

With the addition of thousands of select DC single issues, collections and graphic novels – including exclusive fan-favorites from the DC Vertigo imprint – Comixology Unlimited remains $5.99 a month
in "DC Comics Now Available in Kindle Unlimited, Prime Reading, and Comixology Unlimited" 8 jan 2019

A netflixação destes conteúdos oferecerá futuramente todo o catálogo de super-heróis que os seus leitores possam devorar sem limites, a qualquer hora, qualquer sítio que calhem a estar, sem esperas ou rupturas de stock. A sustentabilidade a prazo de editoras nesta variante passará pela exclusividades das licenças que consigam arregimentar, a bd de nicho indisponível em qualquer outro formato. Ie, go local.

Boas notícias para autores ‘tugas, esse bicho que apenas existe no papel?

de papel